Eu quero doce!Acordei com essa frase depois da sesta.
Calor infernal naquela tarde.
O ventilador soprava como um secador de cabelo.
Meu quarto um forno.
Eu era a refeição.
Guisado de Cláudio.
Fugi do forno e só encontrei meu oásis predileto: A geladeira.
Cenoura, vagem, couve-flor, brócolis...
Soda limonada, suco de uva, iogurte...
Ovos, molho sakura...
Nada que me interessasse.
No freezer...
Há dias sem degelar... era glacial diante de mim.
Um tanto de carne, o próprio frigorífico.
Lá no fundo vi uma vasilha branca.
Meus olhos brilharam...
É sorvete!
Tirei cada pacote de lá.
O pote branco enterrado no gelo, Aff.
Espátula nessas horas é minha amiga.
Quebrei-a na peleja e o meu alvo ainda imóvel.
Tapas, murros... e nada.
Eu já havia suado todos os meus líquidos na peleja.
Quase degelei o freezer... mas ia demorar muito.
Uma crise de Parkinson minha desenterrou o vasilhame da geleira.
Risos de realização =D
Pela sombra vi uma massa NEGRA lá dentro.
Sonho de Bombom da Crememel... uih!
Já quero!
Quem disse que consegui tirar a tampa?
Meus dedos congelaram de tanto batalhar...
Ôh dispêndio!
Uma pedra inamovível...
Faltei jogar no chão e sapatear em cima.
Inspirei-me no coração de alguns que conheci.
Mereciam ser pisoteados, mas... deixa pra lá.
O suor descia.
Vontade louca por um sorvete.
Instantes depois... o microondas.
Nada que ele não faça por mim.
Ansioso para que 30 segundos passassem...
Nisso minha tacinha e minha colherzinha companheiras já estavam a postos.
Abri o forno.
Abri a tampa...
=O
Era uma feijoada.
Suei a testa de raiva.
Mordi a boca de ódio.
Gemi de fúria.
Situação dispendióóósa!
Frustração dos infernos.
Quase 20 minutos de perca de tempo.
Meu paladar já não queria mais doce.
Era um momento de profunda amargura.
Fui desabafar com o meu travesseiro.
Cláudio M.
Nenhum comentário:
Postar um comentário