
Realizado.
A melhor palavra que posso usar.
Não há sensação de perda.
Não há existência de dor.
Não há arrependimento.
Não há desafio perdido.
Não há sentimento.
Não há frustração.
Não há desgaste.
Nas cordilheiras.
Bem longe.
Eu fui.
Numa montanha.
Sem vida.
Seca.
Fria.
Uma subida íngreme.
Cansado prossegui.
Sem calor.
Sem auxílio.
Sem alimento.
Sem ninguém.
Solitário eu estava.
Eu necessitava chegar ao topo.
Ansiedade é a minha identificação.
Curiosidade é o meu nome.
Eu precisava saber o que havia lá no desconhecido.
O que ninguém ousou saber.
O que ninguém viu.
Há vida?
Há alimento?
Há algum abrigo?
Dominado pelo desejo de saber o mistério.
Comecei a subir.
A força de vontade gritava nos meus ouvidos.
A empolgação falava mais alto.
Já cansado de tanto caminhar.
A subida íngreme.
Fadiga.
Cansaço.
Desânimo.
Alguns escorregões.
Muito suor.
Estava para desistir, mas prossegui.
Dias se passam e chego ao cume.
Meus olhos brilharam.
Alucinado fiquei.
Encontrei o que muitos não viram ainda.
Embutido na sua carcaça orgulhosa.
Há anos na mesma posição.
O couro tremulava de frio.
Solidão era sua companhia.
Alimentado pela amargura.
Séquito pelo desprezo.
O velho Bode da Montanha me olhava.
Eu sem agasalho.
Mirei o olhar de misericórdia.
Aquecido pelo nobre sentimento estendi as mãos.
E ele continuava a me contemplar.
Permanecia imóvel.
Uma estátua.
Uma figura inteira esculpida de pêlos ralos.
Logo extinguir-se-á.
Na sua solidão continuava.
Eu queria ajudar.
Eu queria cuidar.
Eu queria alimentar.
Eu queria fazer parte.
Eu queria levá-lo comigo.
Eu queria mostrar o novo.
Eu queria apresentar o nobre sentimento.
Eu queria acarinhar aquele que nem se lembrava o que era carinho.
Eu queria ter forças para enfrentá-lo.
Insistentemente minhas mãos o chamavam.
Mas ele não quis.
Desprezou minha presença.
Largou-me pela sua solidão.
Trocou-me pelo frio arrebatador.
Afrontou-me com seu olhar.
Aprazia-se na efusividade.
Perdia-me a cada instante.
Eu já o via com desdenho.
E precisava partir dali.
A caminhada era longa.
Olhei para o horizonte.
Algo vinha ao meu encontro.
Eu sentia sua leve presença.
Ali eu partia sem retorno.
O altivo Bode ainda me olhava.
Ali eu o deixei a definhar.
Abandonado.
Solitário.
Fiz o que pude.
Abri meus braços para o horizonte.
E aquilo veio ao meu encontro.
E o vento me levou.
A melhor palavra que posso usar.
Não há sensação de perda.
Não há existência de dor.
Não há arrependimento.
Não há desafio perdido.
Não há sentimento.
Não há frustração.
Não há desgaste.
Nas cordilheiras.
Bem longe.
Eu fui.
Numa montanha.
Sem vida.
Seca.
Fria.
Uma subida íngreme.
Cansado prossegui.
Sem calor.
Sem auxílio.
Sem alimento.
Sem ninguém.
Solitário eu estava.
Eu necessitava chegar ao topo.
Ansiedade é a minha identificação.
Curiosidade é o meu nome.
Eu precisava saber o que havia lá no desconhecido.
O que ninguém ousou saber.
O que ninguém viu.
Há vida?
Há alimento?
Há algum abrigo?
Dominado pelo desejo de saber o mistério.
Comecei a subir.
A força de vontade gritava nos meus ouvidos.
A empolgação falava mais alto.
Já cansado de tanto caminhar.
A subida íngreme.
Fadiga.
Cansaço.
Desânimo.
Alguns escorregões.
Muito suor.
Estava para desistir, mas prossegui.
Dias se passam e chego ao cume.
Meus olhos brilharam.
Alucinado fiquei.
Encontrei o que muitos não viram ainda.
Embutido na sua carcaça orgulhosa.
Há anos na mesma posição.
O couro tremulava de frio.
Solidão era sua companhia.
Alimentado pela amargura.
Séquito pelo desprezo.
O velho Bode da Montanha me olhava.
Eu sem agasalho.
Mirei o olhar de misericórdia.
Aquecido pelo nobre sentimento estendi as mãos.
E ele continuava a me contemplar.
Permanecia imóvel.
Uma estátua.
Uma figura inteira esculpida de pêlos ralos.
Logo extinguir-se-á.
Na sua solidão continuava.
Eu queria ajudar.
Eu queria cuidar.
Eu queria alimentar.
Eu queria fazer parte.
Eu queria levá-lo comigo.
Eu queria mostrar o novo.
Eu queria apresentar o nobre sentimento.
Eu queria acarinhar aquele que nem se lembrava o que era carinho.
Eu queria ter forças para enfrentá-lo.
Insistentemente minhas mãos o chamavam.
Mas ele não quis.
Desprezou minha presença.
Largou-me pela sua solidão.
Trocou-me pelo frio arrebatador.
Afrontou-me com seu olhar.
Aprazia-se na efusividade.
Perdia-me a cada instante.
Eu já o via com desdenho.
E precisava partir dali.
A caminhada era longa.
Olhei para o horizonte.
Algo vinha ao meu encontro.
Eu sentia sua leve presença.
Ali eu partia sem retorno.
O altivo Bode ainda me olhava.
Ali eu o deixei a definhar.
Abandonado.
Solitário.
Fiz o que pude.
Abri meus braços para o horizonte.
E aquilo veio ao meu encontro.
E o vento me levou.
Cláudio M.
Nenhum comentário:
Postar um comentário