sábado, 13 de fevereiro de 2010

Tresloucadoviradíssimodabola...


Clima vespertino.
Sol.
Calor.
O líquido sueco mais uma vez nos arredores.
Risadas.
Um jogo da verdade calado pelo medo da descoberta.
Segredos ocultos.
Alvejante na boca de alguns, tive vontade.
Novas palavras no meu vocabulário eu aprendi.
Um verbo que não conhecia n’outro contexto.
CONGAR.
Até então imaginava que era a dança frenética da Gretchen.
Mas não, verbo singular usado num contexto que até agora não compreendi.
Meus neurônios devem viajar de cágado.
Minha memória pasteja na chafurda.
Aumentou minha sede pelo fluído nórdico.
PÁ.
Outra palavra.
Até então esse objeto carregava as fezes do meu cãozinho.
Mas descobri que há outro significado...
Minha mente não recorda a solidez dos argumentos.
Risos de curiosidade.
Preciso aprender esses verbetes ultra-super-mega-moderníssimos.
Estou desatualizado.
Mergulhado no obsoleto.
Pobre de mim.
As crias de outrem mergulhavam como uma bomba na piscina.
Enola Gay sobrevoava a grande banheira.
Partículas nucleares (H-O-H) nos umedeciam no nosso canto.
Várias vezes importunando meu aprendizado.
Horas depois o que era sueco acabou-se.
Agora escocês, envelhecido em barris de carvalho.
Puro.
Sem gelo.
Adoro.
O tempo se passa...
Mudamos o cenário.
Alguém sem combustível.
Pessoas aparecem, atendendo a um chamado de alguém que não passava bem do estômago.
Hall’s preto, o remédio que ofereci.
Risos.
Uma batida súbita.
A confusão instalada.
Por um motivo escuso saíram do local.
Uma muçulmana e seu cachorro grudado no colo.
Observava firmemente.
Ofereceu sua garagem.
E manobrava com o mamífero ainda pregado.
Louca, pensei.
Só restavam minhas gargalhadas.
Situação dispendióóósa.
Ânimos altivos...
Minutos depois n’outro lugar.
Numa taça de cristal ofereceram-me uma substância cremosa de cor marrom.
Cremoso como leite condensado.
Doce como chocolate.
Adorei, sou formiga.
Minha empolgação me tirou o limite.
Foram várias taças...
Untei minhas entranhas com o líquido.
Tresloucadoviradíssimodabola, eu fiquei.
Inventei agora essa palavra, risos.
Meus sintomas: Risadas francas, ruidosas e demoradas.
Pra variar né?!
Eu já me desconhecia.
Nada vergonhoso.
Somente risos.
Logo veio a fome.
Quatro pedaços de pizza.
Quatro taças de Coca-cola.
Alguns litros de água para apagar El fuego.
Longas conversas proveitosas.
Mais descobertas eu fiz.
Dominado pelo sono o caminho de casa me chamou.
Cláudio M.

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