sábado, 2 de outubro de 2010

Lembrança...


Iludi-me com a pouca esperança que tive.
Imaginei o que não deveria.
Gostei do que não podia.
Num curto passado vivi.
Fui brevemente feliz.
Devaneei.
Fantasiei.
Idealizei.
Sonhei.
Tomei as asas da águia.
Desapareci entre as montanhas dos sentimentos.
Conheci as galáxias da esperança.
Mergulhei no rio da amizade sem fim.
Andei por entre frondosas árvores da consideração.
Percorri as grutas do meu interior.
Perdi a noção da profundidade.
Não levei a corda da ajuda para retornar.
Não levei a lanterna da sabedoria.
E logo chegou a noite.
O vento da solidão me abraçava.
Percebi que estava só.
Era tudo um sonho.
O que tanto eu desejava já não estava mais ali.
Perdi-me na escuridão da caverna da realidade.
E tudo se desfez.
Minha imagem derretia no breu.
Escorria.
Gotejava.
Secava.
E tornavam-se cacos.
Como dói recolher os cacos.
Alimentei-me de miragens.
Bebi da água da ilusão.
Comi do pão do engano.
Ah! Como fui longe!
Havia tomado o formato dos meus sonhos.
Entreguei-me nos braços do ludíbrio.
Perfeição era tudo que eu via.
E deixou-me.
Meu céu se fechou.
Meu dia tornou-se cinza.
Dentro de mim tudo revirava.
Eu queria sumir.
Perdi o rumo.
Fiquei febril.
Minh’alma estremecia com fulgor.
Tive tristeza.
Fiquei enfermo.
Os olhos marejavam.
Baldes de lembranças eu lançava fora.
Minh’alma estava inquieta.
Os fantasmas escavavam feridas.
E eu sentia os sussurros do vento.
Tudo estava à flor da pele.
Confissões desordenadas.
Sentimentos sem dono.
Eu procurava uma verdade palpável.
Mas eu via uma trepida fumaça que sumia.
Meus olhos se esconderam nas minhas insanidades.
Naquele dia meu coração havia arrumado as malas.
Deixou uma lacuna bem no meio de mim.
E a dor foi insuportável.
Cláudio M.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eu desci...


Foi necessário.
No portal um vento quente.
Uma longa escada sumia na escuridão.
Ar abafado.
Comecei a descer.
Dificuldades para respirar, eu tive.
A escuridão me abraçava.
Eu estava só.
Um barulho ensurdecedor que eu não identificava.
A cada degrau mais quente ficava.
Minha memória foi ligada.
Várias coisas começaram a fazer sentido.
Era o momento de eu consertar tudo.
No circuito elétrico da minha memória.
Fios desencapados.
Lâmpadas queimadas.
Interruptores quebrados.
Resistores abandonados.
Agora tudo começava a funcionar.
Minha mente já estava iluminada.
A luz do discernimento voltou a clarear.
Minha boca permanecia calada.
Meus olhos fixados na escuridão.
Comecei ouvir vozes.
Gargalhadas de luxúria.
Uma alegria satânica.
Superficial.
Mofada pelo tempo.
Minhas pernas continuavam a descer.
Ali meu corpo não estava só.
Rodeado por uma multidão sem identidade.
Floreados por modos peculiares.
Palavras asquerosas soltas no ar.
E observava a degradação por um prazer efusivo.
Iluminados por um globo de espelhos, que refletia raios de luz.
Um cheiro forte invadiu meus sentidos.
Cheiro de enxofre mesclado com suor.
Um gosto inevitável de fumaça.
Fiquei sem ar.
O suor escorria até meus pés.
Já estava cozinhando minha pele.
No meio daquela multidão eu tentava achar.
O que fosse digno de ser apreciado com bons olhos.
O que fosse possível ser tocado.
O que fosse verdade.
O que fosse puro.
Não havia.
Eu estava só na multidão.
Na minha mente acontecia algo.
Tive vontade de correr.
Tive descobertas.
Tive decepções.
Tive sensações.
Tive decisões.
Tive visões.
Tive horror.
Tive medo.
Tive raiva.
Tive nojo.
Eu não conseguia ver as minhas mãos.
Eu somente sentia palmilhar um chão grudento e úmido.
Alí no breu absoluto.
Onde tudo fora engolido pelas trevas.
N’onde ficarei?
N’onde chegarei?
N’onde descansarei?
N’onde minha mente pousará?
N’onde colocarei tantas descobertas?
E eu continuava a andar.
Um safári sem rumo.
Sem perspectiva.
Sem destino eu estava.
Decisões me rodeiam.
Mudanças ocorrerão.
Lágrimas aparecerão.
A dor será inevitável.
O senhor da razão me guiará.
O tempo.

Cláudio M.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Entender...



Não entendo.
Realmente não consigo.
Já tentei, mas...
Minha mente não alcança.
Não consigo entender a mentalidade de certas pessoas.
Não consigo entender como conseguem ser tão egoístas.
Não consigo entender como não compreendem certas coisas.
Ah! Como são injustas.
Uns se acham tudo.
Outros acabam por ser nada.
Eu me esforço.
Por mais que eu tente não consigo trazer comigo uma palavra de conforto.
Como não conseguem perceber o que é mais importante?
Estou farto do amor exclusivo aos interesses próprios.
O medo me assombra quando tentam obrigar-me a viver o que eles querem.
Cansei das injustiças.
Cansei de ver que alguns sejam coitadinhos e glorificados.
Cansei de ver outros desprezados.
Atrevimento.
Presunção.
Imodéstia.
Ousadia.
Vaidade.
Isso que me ensinam.
E eu descobri.
Na vida muitas vezes vivemos enganados.
Para recuperar o bem é necessário perceber como age o mal.
Conceitos me faltam.
Um pedaço perdido me falta.
Já estou vivendo sentimentos sem nome.
Tento fazer o certo, mas nem sempre dá certo.
Tento não errar, mas eu erro.
Tento ser superficial, mas não consigo.
Já fiz de tudo.
Já tentei.
Ainda tento, mas realmente não consigo entender certas pessoas.
E sei que nem tudo são alegrias.
Cláudio M.

domingo, 12 de setembro de 2010

Permaneça...


Eu tive vontade de morar lá.
Quis morar naquele corpo.
Encorpei-me na poesia que às vezes sou.
Palavras que vão e vem na minha mente.
Apeguei-me nesses olhos.
Lágrimas de emoção.
Abraços silenciosos.
Sinto as mãos entrelaçadas.
Com olhos fechados consigo sentir tudo novamente.
Na longa madrugada sob a luz de uma estrela.
Abraço o vento nas noites quando nossas almas estão distantes.
Tenho um palco para dançar com sua imagem que guardo.
A sua fala.
O seu jeito.
O seu sorriso.
Sustenta-me.
Equilibra-me.
Desenha-me novamente.
Delicio-me nos seus risos.
Memória desmedida.
Com princípio, mas sem fim.
Pareço criança que caminha entre flores e galáxias.
Sinto o cheiro do seu néctar.
Sorrio... sorrio de olhos fechados.
Sinto sua respiração próxima da minha.
Sua pele tornou-se poesia nos meus lábios.
Razão e emoção misturaram-se.
Bobo.
Encantado.
Alucinado com o caminho de passos juntos.
Banhado pela sua presença.
Inebriado por sentimentos.
E chamo.
E peço.
Agarre minhas mãos.
Beije meu sorriso.
Esses dias são de felicidade.
Dias de sorrisos largos.

Cláudio M.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Funesto...


Noite mal dormida.
Um dia cinza.
Ansiedade ofegante.
Dores de saudades.
Meu coração pulsava esperança.
Meus pulmões aspiravam uma mudança.
Diante do mar a minha reflexão.
No fim da tarde.
Logo as trevas tomariam o lugar do Sol.
Perguntas vinham com as ondas.
Respostas vazias voltavam para o mar.
E eu olhava para o mar sem fim.
A intersecção de céus e terra.
Garças voavam ao meu redor.
A companhia de seres tão inobservados.
E me rodeavam.
E grasnavam.
E pousavam.
E alçavam vôo.
Eu como uma estátua.
Figura em vulto.
Modelado.
Esculpido.
Fundido naquela paisagem enegrecida.
E lembrava de pessoas que passaram pela minha vida.
Pegadas de boas lembranças, outras, rastros de dor.
Fui afogado sem misericórdia.
Iludido por vãs palavras.
Trocado pelo bel prazer da luxúria.
Meus braços estavam esticados.
Eu queria uma explicação
Uma chance.
Meus olhos clamavam.
Minha boca lacrada pelo silêncio.
E meu olhar se distanciava.
Fui submerso pelas lágrimas.
A mais forte dor matou um sentimento.
Dentro de mim uma nuvem póstuma.
Pelo ralo escorreu um coração de cera.
Por que sou assim?
Por que perdi a fome?
Por que sou tão profundo?
Por que essa dor me incomoda?
Por que sou vítima dos desalmados?
Por que valorizar as coisas tão pequenas?
Por que a angústia me fez afogar em lágrimas?
E dentro de mim.
Eu tinha vontade da verdade.
Almejava o desinteresse nas relações.
Minha memória ardia naquilo que é vão para alguns.
Sei bem o valor do verossímil.
Sou grato à verdadeira companhia.
E as garças velavam a minha carcaça.
Minh’alma estava longe dali.
Foi buscar refúgio na fonte infindável.
Sedenta foi ao encontro do Infinito.
Sozinho.
Ali eu estava.
Cláudio M.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Bode...


Realizado.
A melhor palavra que posso usar.
Não há sensação de perda.
Não há existência de dor.
Não há arrependimento.
Não há desafio perdido.
Não há sentimento.
Não há frustração.
Não há desgaste.
Nas cordilheiras.
Bem longe.
Eu fui.
Numa montanha.
Sem vida.
Seca.
Fria.
Uma subida íngreme.
Cansado prossegui.
Sem calor.
Sem auxílio.
Sem alimento.
Sem ninguém.
Solitário eu estava.
Eu necessitava chegar ao topo.
Ansiedade é a minha identificação.
Curiosidade é o meu nome.
Eu precisava saber o que havia lá no desconhecido.
O que ninguém ousou saber.
O que ninguém viu.
Há vida?
Há alimento?
Há algum abrigo?
Dominado pelo desejo de saber o mistério.
Comecei a subir.
A força de vontade gritava nos meus ouvidos.
A empolgação falava mais alto.
Já cansado de tanto caminhar.
A subida íngreme.
Fadiga.
Cansaço.
Desânimo.
Alguns escorregões.
Muito suor.
Estava para desistir, mas prossegui.
Dias se passam e chego ao cume.
Meus olhos brilharam.
Alucinado fiquei.
Encontrei o que muitos não viram ainda.
Embutido na sua carcaça orgulhosa.
Há anos na mesma posição.
O couro tremulava de frio.
Solidão era sua companhia.
Alimentado pela amargura.
Séquito pelo desprezo.
O velho Bode da Montanha me olhava.
Eu sem agasalho.
Mirei o olhar de misericórdia.
Aquecido pelo nobre sentimento estendi as mãos.
E ele continuava a me contemplar.
Permanecia imóvel.
Uma estátua.
Uma figura inteira esculpida de pêlos ralos.
Logo extinguir-se-á.
Na sua solidão continuava.
Eu queria ajudar.
Eu queria cuidar.
Eu queria alimentar.
Eu queria fazer parte.
Eu queria levá-lo comigo.
Eu queria mostrar o novo.
Eu queria apresentar o nobre sentimento.
Eu queria acarinhar aquele que nem se lembrava o que era carinho.
Eu queria ter forças para enfrentá-lo.
Insistentemente minhas mãos o chamavam.
Mas ele não quis.
Desprezou minha presença.
Largou-me pela sua solidão.
Trocou-me pelo frio arrebatador.
Afrontou-me com seu olhar.
Aprazia-se na efusividade.
Perdia-me a cada instante.
Eu já o via com desdenho.
E precisava partir dali.
A caminhada era longa.
Olhei para o horizonte.
Algo vinha ao meu encontro.
Eu sentia sua leve presença.
Ali eu partia sem retorno.
O altivo Bode ainda me olhava.
Ali eu o deixei a definhar.
Abandonado.
Solitário.
Fiz o que pude.
Abri meus braços para o horizonte.
E aquilo veio ao meu encontro.
E o vento me levou.

Cláudio M.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Tresloucadoviradíssimodabola...


Clima vespertino.
Sol.
Calor.
O líquido sueco mais uma vez nos arredores.
Risadas.
Um jogo da verdade calado pelo medo da descoberta.
Segredos ocultos.
Alvejante na boca de alguns, tive vontade.
Novas palavras no meu vocabulário eu aprendi.
Um verbo que não conhecia n’outro contexto.
CONGAR.
Até então imaginava que era a dança frenética da Gretchen.
Mas não, verbo singular usado num contexto que até agora não compreendi.
Meus neurônios devem viajar de cágado.
Minha memória pasteja na chafurda.
Aumentou minha sede pelo fluído nórdico.
PÁ.
Outra palavra.
Até então esse objeto carregava as fezes do meu cãozinho.
Mas descobri que há outro significado...
Minha mente não recorda a solidez dos argumentos.
Risos de curiosidade.
Preciso aprender esses verbetes ultra-super-mega-moderníssimos.
Estou desatualizado.
Mergulhado no obsoleto.
Pobre de mim.
As crias de outrem mergulhavam como uma bomba na piscina.
Enola Gay sobrevoava a grande banheira.
Partículas nucleares (H-O-H) nos umedeciam no nosso canto.
Várias vezes importunando meu aprendizado.
Horas depois o que era sueco acabou-se.
Agora escocês, envelhecido em barris de carvalho.
Puro.
Sem gelo.
Adoro.
O tempo se passa...
Mudamos o cenário.
Alguém sem combustível.
Pessoas aparecem, atendendo a um chamado de alguém que não passava bem do estômago.
Hall’s preto, o remédio que ofereci.
Risos.
Uma batida súbita.
A confusão instalada.
Por um motivo escuso saíram do local.
Uma muçulmana e seu cachorro grudado no colo.
Observava firmemente.
Ofereceu sua garagem.
E manobrava com o mamífero ainda pregado.
Louca, pensei.
Só restavam minhas gargalhadas.
Situação dispendióóósa.
Ânimos altivos...
Minutos depois n’outro lugar.
Numa taça de cristal ofereceram-me uma substância cremosa de cor marrom.
Cremoso como leite condensado.
Doce como chocolate.
Adorei, sou formiga.
Minha empolgação me tirou o limite.
Foram várias taças...
Untei minhas entranhas com o líquido.
Tresloucadoviradíssimodabola, eu fiquei.
Inventei agora essa palavra, risos.
Meus sintomas: Risadas francas, ruidosas e demoradas.
Pra variar né?!
Eu já me desconhecia.
Nada vergonhoso.
Somente risos.
Logo veio a fome.
Quatro pedaços de pizza.
Quatro taças de Coca-cola.
Alguns litros de água para apagar El fuego.
Longas conversas proveitosas.
Mais descobertas eu fiz.
Dominado pelo sono o caminho de casa me chamou.
Cláudio M.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Desbaratado...



Destroços de um acidente aéreo.
Uma cena nada agradável.
Estou aqui.
Cacos.
Farrapos.
As lascas de um ser humano.
O pó de um corpo carcomido.
Muita dor.
Oh céus!
Tudo esfacelado.
Nada no lugar certo.
As orelhas estão a 15 metros dos tornozelos desconjuntados na queda.
A língua foi engolida por ele mesmo.
Ficou sem palavras.
Emudeceu.
Recolhi-me no meu dolorido desdenho.
A língua estava amarga pelo dissabor.
Como queria fazer algo.
Arrepio acompanhado de choro.
Vontade de gritar por ajuda.
Ninguém o ajudaria, senão eu.
Minha vontade era deitar com a cabeça entre os joelhos.
Ser uma bola de carne humana nesse exato momento.
Mas um joelho está na minha frente o outro no cume daquela centenária cerejeira.
Não alcanço.
Eu tinha que estabelecer o controle nesse momento.
A cabeça?
Saberá o santo onde se encontra.
Aquele corpo falecera.
Estilhaçado.
Despedaçado.
Ele caiu da minha águia.
Aliás, da águia de Leonardo Boff.
Eu não sabia que somente eu poderia galgar nos lombos dela.
Levei a parte material do meu ser animado, o Cláudio quem vós conheceis.
É duro!
Achei que conhecia, mas desconheço.
Tudo que se refere ao mundo material tenho vago conhecimento.
Sou leigo nos assuntos mundanos.
E o pouco que conheço fez-me levar o meu corpo material junto.
Fui ludibriado mais uma vez pela aparência humana.
O vôo começou tranqüilo.
O Cláudio sentia-se realizado.
Feliz por chegar mais perto do Infinito.
Por conhecer aquilo que era desconhecido.
E a águia subia mais alto.
Num instante o perdi de vista.
Ele caiu.
Eu sobrevivi.
Eu sempre sobrevivo aos golpes que ele leva.
Sou eu quem ajunta os farelos que lhe resta todas as vezes.
Eu o remonto.
Eu o restabeleço.
Eu lhe dou o ânimo necessário para continuar.
Por vezes ameaçou parar a jornada.
Ele é falível.
Fraco.
Eu sou eterno.
Tenho o mapa dos ligamentos humanos.
Sei a quantidade dos fios de cabelo, de cada pêlo espalhado pelo corpo e onde se localiza cada dor que ele sente.
E sei que nesse momento ele possui dor.
Ouço gemidos que me chamam.
Sei muito bem onde se encaixam cada osso, cada músculo.
Conheço cada seqüência de pensamentos que passa naquele corpo.
Os neurônios, as sinapses, os hormônios, as glândulas, as células, os órgãos...
Possuo o endereço de cada um, mas somente desse corpo que me foi presenteado há 23 anos.
Sei apreciar cada defeito e cada qualidade que ele possui.
Sou paciente.
Sou cauteloso.
Essa carne fraca e mortal, destroçada na queda horrenda e macabra, foi emprestada pelo criador.
Agora é recolher os cacos que restaram.
Remontar aquilo que se pode e tem condições de voltar a ser usado.
Como dói recolher os cacos.
Como portar-se-á diante dos outros semelhantes?
Meu mestre sabe muito bem.
Ele é convalescente.
Precisa de cuidados.
Quem vos fala?
Quem digita aqui?
Quem está sentado nessa sólida cadeira?
A essência dele, imutável e verdadeira como sempre foi e será, a alma do Cláudio.
Cláudio M.