Hoje acordei às 11 horas, e ainda com sono.
Reclamei pelo barulho do lado de fora do quarto.
Pedi para me deixarem dormir mais.
Rendi-me.
Despertei-me.
Tomei parte da consciência.
Senti que esse seria mais um daqueles dias.
Dia em que tudo parece mais lírico do que o habitual.
Pensei em mim.
Pensei em mim.
Pensei onde estava no mundo.
Não consegui concluir nada.
Por mais óbvio que fosse nada fazia sentido.
Aliás, não consegui imaginar algo concreto.
Uma imensidão de sensações chocavam entre si.
Quem sou eu?
Quem sou eu?
O que sinto?
Não sei.
Eu realmente não sei.
E sei, ainda menos, por que estava pensando nisso tudo agora.
E ao mesmo tempo em que as sensações são arrebatadoras, elas se entrelaçam entre si.
Dão vida a sentimentos que não são muito humanos.
Eu não deve ser humano.
Os terráqueos me surpreendem.
Me encabulam.
Me chocam.
Vivo à mercê das mil antíteses que me habitam.
Vivo à mercê das mil antíteses que me habitam.
Não me canso de explorá-las.
Não sei vestir-me de modo que pareça outro.
Não sei dissimular minhas palavras.
Não sei mascarar meu riso.
As pessoas insistem que eu seja meio.
Mas não consigo.
Ou sou inteiro ou não sou nada.
Não consigo fazer dosagem.
Não consigo lançar meias-palavras.
Para além do horizonte gosto de levar minhas sensações e percepções.
Gosto de dar asas a mim mesmo.
Gosto de detestar.
Gosto de gostar.
Gosto de amar.
Sou eu.
Gosto de não tapar.
Gosto de não fingir.
Gosto de não encobrir.
Gosto de não disfarçar.
Por isso parei de me auto-sabotar.
Cansei de negar minha essência.
Sufocar minhas explosões.
Gostar de quem não gosto.
Sorrir para quem não vejo graça.
Ser social quando não quero.
Cansei da falsidade que tentaram me ensinar.
Não aprendi.
Por isso fiquei só.
Por isso fiquei só.
Sempre só.
Faltou-me ar.
Um bafejo quente circundou-me.
Estava a buscar uma explicação.
A roupa comprimia meus lombos.
Tinha sono, mas não queria dormir.
Tinha fome, mas não queria comer.
Meus olhos divagavam de um lado para o outro.
Meu corpo estava cansado.
Estava a pensar.
Sempre a pensar um pouco mais.
Vi-me no meu calabouço.
No silêncio de uma voz que não tem com quem falar.
No silêncio da escuridão que nada diz.
Perante a fraca luz que penetra pela janela.
No silêncio da escuridão que nada diz.
Perante a fraca luz que penetra pela janela.
Atravessa o breu e atinge minha face.
O delírio de um coração que bate calado.
O delírio de um coração que bate calado.
O meu mundo.
Por isso aqui só tem espaço para as luzes inconstantes.
Que sabem apreciar tudo que foge do lugar comum.
Que me faz enxergar a plenitude do Infinito.
Apenas só.
E sempre só.
No meu silêncio.
Consigo vislumbrar a luz na dosagem certa.
Consigo vislumbrar a luz na dosagem certa.
Que não secam as folhas do canteiro.
Que fazem florir o jardim.
E vejo-o tão lindo
Tão cheio de mistérios a serem desvendados.
Novas cores.
Diversos cheiros.
Várias texturas.
O meu jardim.
Aguarda a chuva para o outono.
E aproxima-se a colheita.
Eu apenas só.
Sempre só.
No meu silêncio.
Cláudio M.

CLAUDIO SOU O PAULO VINICIUS, LEMBRA DAS NOSSAS CONVERSAS E TAL .... VC SUMIU RAPAZ ! ESPERO QUE ESTEJA BEM . MANDA NOTICIAS TA OK TE MANDEI UMA MENSAGEM PELO GOGGLE ATRAVES DESSE BLOG NAO SEI COMO FUNCIONA AS COISAS AQUI RSS ANTIGO EU NÉ RSS GOSTEI DO QUE ESCREVEU VC ACHOU UM MEIO DE SE EXPRESSAR NÉ FEZ BEM ! ABRAÇÃOOO
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