Esblanacovurdia.
Danassius bodare.
Cravondus lodarien.
Blinessis danatrevaica.
Vencanachen donossacavuri.
Planaconutia veredoli camatulo.
Decoplei nirenda iva canatlonai.
Catafleruda ivinéssio danata crabôni.”
O que quer dizer?
O Infinito sabe.
É a língua que uso para tratar dos gemidos da alma.
O idioma puro que trata de coisas que a carne é incapaz de compreender.
Só ele entende.
Só ele decifra.
Só ele dá a resposta.
Só minh’alma sabe interpretar aquilo que ele fala.
Meus ouvidos são sujos para receber a mensagem.
Impuros para cortejar as palavras imaculadas.
Que penetram como fogo nas minhas entranhas.
Sou grato por ainda ter algo puro, minh’alma.
Capaz de entender quando o infinito fala.
Palavra que não voltam vazias.
Sempre ocorrem mudanças.
“Escapaflúrien denássis plei.
Branocovitche naródien.
Banárion.”
Hoje minha alma só quer desabafar.
Está carente e necessitada de consolo.
As cicatrizes relembram as feridas que um dia doeram.
Calos que surgiram.
Úlceras que arderam.
Dores que incomodaram.
Uma respiração aliviada ela conseguiu.
Um oásis na solidão do Saber.
Durante alguns dias ela falou comigo.
Nosso diálogo foi intenso.
Muito proveitoso.
Grande sabedoria me foi ensinado.
Ela tornou-se minha conselheira.
Ela enxerga aquilo que meus olhos limitados não vêem.
Eu acredito nela.
Eu acredito nela.
A única que merece meu crédito.
Descobertas fabulosas me apresentou.
Ela sempre me leva para passear na águia.
Várias vezes eu caí.
Ela sempre continuou de pé.
Todas as vezes é a única mão misericordiosa que me levanta.
A pá que ajunta meus farelos.
A vassoura que varre meus cacos.
O ouvido compreensivo que me escuta.
A única que consegue interpretar os gemidos da minha fraca carne.
Amor e gratidão é o que sinto por ela e pelo Infinito.
Um abraço eterno é o que me envolve.
A tríplice união que me levará para conhecer o desconhecido.
Sei que o melhor está por vir.
E olhando para o horizonte vejo uma estrada.
Uma vereda que desaparece no espaço.
Uma vereda que desaparece no espaço.
Um caminho que não cabe mais alguém.
Onde palmilharei nos passos do Infinito.
Onde palmilharei nos passos do Infinito.
Sinto calafrios na falta de companhia.
Tenho olhos marejados pela ausência de um abraço.
Um nó no esôfago na falta de um olhar sincero.
Suspiros pela enfadonha decepção.
A solidão é uma seqüela do saber.
Eis o preço do aprendizado.
Eis o preço do aprendizado.
Desilusão ao me deparar com os incapazes de caminhar.
E me consome aquela velha vontade.
O desejo de ausentar-me do meu corpo finito.
E fundir-me na plenitude da eternidade.
“Zenébrius baldon.
Canassis deflarion.
Belenuric erquevanas dak.”
O presente do Infinito.
Cláudio M.

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